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Pode-se dizer que Olinda, na Região Metropolitana de Pernambuco, distante seis quilômetros da capital Recife, é uma joia rara. E não há exagero algum nessa afirmação. Do contrário, por que teria a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) declarado a cidade, em 1982, “Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade”?. Título que envaidece, com toda justiça, os mais de 390 mil olindenses.
Fundada em 12 de março de 1535, o nome da cidade é atribuído a uma lenda envolvendo seu fundador, o português e primeiro donatário (senhor de capitania hereditária, a ele doada por D.João) da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho. Segundo os historiadores, teria o nobre exclamado, ao deparar-se com a paisagem local: "Oh, linda situação para se construir uma vila!".
Dúvidas à parte, a verdade é que em 1630 Olinda foi tomada pelos holandeses, e incendiada por esses invasores um ano depois. Mas a baderna dos forasteiros durou pouco mais de 20 anos, porque em 1654 os portugueses botaram os intrusos para correr e o lugar voltou a ser capital de Pernambuco. Só em 1837 o município perdeu essa condição para Recife.
Olinda destaca-se ainda no cenário brasileiro por ter sido o ponto de partida não só para o povoamento do interior pernambucano, mas também para a ocupação dos estados de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. A ex-capital de Pernambuco é um município essencialmente residencial, comercial e turístico, que por sua beleza natural e histórica tornou-se um dos mais importantes centros culturais do Brasil.
Quem não já experimentou, ou viu pela televisão, o Carnaval de Olinda, com seus bonecos gigantes e blocos, acompanhados de orquestras de frevo, grupos de maracatus e outros ritmos originais? É uma festa quase obrigatória para milhares de turistas brasileiros e do exterior. A diversão é garantida até para quem não gosta da agitação da folia, já que durante todo o ano a programação inclui feiras de artesanato, casas de festas, bares e restaurantes culturais. Nestes últimos o visitante é recepcionado com noites literárias, excelente gastronomia e a tradicional música ao vivo. Por ali circulam ainda, democraticamente, crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos e idades.
Já para os adeptos de uma programação mais em sintonia com a natureza, bom mesmo é passear pelas ruas à beira-mar e dar uma esticada até o farol de Olinda, um dos símbolos culturais do município. E se sobrar energia ao animado turista, que tal uma visita ao Observatório do Alto da Sé? Foi lá que, em 1860, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu o primeiro cometa a partir de observações na América Latina. Por essa razão, o astro foi batizado de “cometa Olinda”. Quer dizer, não é só de fatos inerentes à colonização portuguesa e história política local que essa joia rara é conhecida.
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